Um tema especialmente controverso a meu ver.
Peço desculpa desde já, porque o post vai ficar longo...
Como já referi, estou neste momento, a frequentar o Mestrado em Direito Judiciário da Uminho, e, para quem não anda nestas andanças, por norma, a maior parte das disciplinas procede à avaliação dos alunos através de trabalhos.
Ora, tais trabalhos visam uma preparação para a apresentação da tese.
Nada mais lógico, pois prefiro um trabalho, muito embora dê mais trabalho que estudar para um teste, mas o resultado pode ser bem mais recompensador.
Contudo, o que não esperava é que numa das minhas disciplinas, nomeadamente Direito Processual Penal, o Prof. se lembrasse de fazer grupinhos de 5, para apresentar um trabalho.
A avaliação será conjunta e individual. Conjunta pela apresentação colectiva do grupo, individual, porque no fim da apresentação vai fazer perguntas a cada elemento do grupo.
Ora, eu só conhecia uma pessoa no meu mestrado, as outras três que ficaram a mais no meu grupo, eram amigas dessa minha amiga.
Pronto, pensei eu, vai ser mais fácil fazer esse trabalho.
Wrong...
Ok, começou a complicação. Para quem? Para mim e para a minha amiga, já que erámos as únicas (e ainda somos) preocupadas com o trabalho.
As outras raparigas, e não por falta de aviso, não fizeram absolutamente nada.... E quando eu digo nada é nada.
Mas estão sempre preocupadas na sexta e sábado (altura em que eu tenho aulas) de fazer perguntas de como é que queremos que elas façam a parte delas.
Bem, eu nem sei por onde começar...
A esta altura, ninguém havia de lhes explicar como se faz um trabalho universitário, e muito menos, dizer o que quero. Porque se era trabalho conjunto, eram ideias conjuntas, feitas com tempo, pois a apresentação é já no sábado. E elas não fizeram nada.
Muitas nem sabiam o que era uma coisa básica, do nosso curso, que supostamente qualquer licenciado em Direito, tem mais do que obrigação de saber.
Meninas, fico chocada com a categoria intelectual que frequenta o Mestrado. Não estou com isto a vangloriar-me e eu é que sou boa, nada disso. Mas mantenho e tento manter a minha honestidade intelectual intacta. E tento ser boa naquilo que faço.
Caramba, nos dias de hoje, nem os bons alunos e bons profissionais arranjam emprego, quanto mais os mediocre.
Enfim, sinceramente, às vezes mordo muitas vezes a língua para não insultar certos mentecaptos que lá andam a passear os livros....
Olhem que eu odeio o Bastonário da Ordem dos Advogados, porque sempre que aquele homem abre a boca, ou é para fazer propaganda politíca disfarçada ou é para dizer aquelas asneiras que convencem todas as pessoas que não são licenciadas em Direito, de que ele é que sabe muito e o sistema judicial é uma porcaria e o homem é que tem todas as soluções, mas nisso eu dou-lhe razão....
Há muitos licenciados que não sabem do que falam.